Coronavírus e os novos hábitos de consumo: como seu negócio pode se adaptar?

19/05/2020

 

Em um dia você está na sua loja, vendendo diversos itens e fazendo novos investimentos para melhorar a infraestrutura e expandir seus negócios. No outro, os clientes simplesmente somem e você se vê em uma mesa contando cada centavo na ponta da lápis para manter as contas em dia. É, a pandemia da Covid-19 promoveu mudanças drásticas na economia, isso não tem como negar. 

 

Fato é que a palavra do momento é cautela, tanto para comerciantes quanto para consumidores. As chamadas “compras por impulso” não serão comuns e nem recomendadas nesse momento. Mas você precisa vender e nem todos os negócios são considerados essenciais na cabeça do consumidor. Então, o que fazer? O jeito é entender os novos hábitos de consumo dos clientes e aprender a se reinventar. Nos próximos tópicos, vamos discutir um pouco sobre essas questões.

 

O cenário esperado

Antes de verificarmos como está a situação atual, precisamos entender o que a economia estava esperando. Para isso, vamos passear pelas principais notícias e projeções veiculadas no início do ano. Vamos começar com o PIB, um dos principais indicadores econômicos do país. 

 

De acordo com dados divulgados no G1 em janeiro, a previsão do governo brasileiro era de um aumento de cerca de 2,5% no PIB. De acordo com o Ministério da Economia, os investimentos realizados no segundo semestre de 2019, o aumento no número de empregos e a redução das taxas básicas de juros seriam os principais fatores que contribuiriam para esse resultado.

 

Com um crescimento estável, os principais setores de venda do país estavam otimistas. O setor de alimentos estava prevendo um crescimento de cerca de 3,5%; o setor têxtil estimava aumento de 2,3% nas vendas; e o setor de higiene era um dos mais otimistas e almejava 14% de crescimento. Negócios do ramo de alimentação saudável, mercado Pet e informática também estavam sendo apontados como responsáveis em movimentar a economia. 

 

O que mudou?

O primeiro caso de Covid-19 no Brasil foi confirmado no dia 26 de fevereiro. Cerca de 20 dias depois, o país já registrava mais de 300 pessoas infectadas e teve sua primeira morte contabilizada. Foi a partir deste momento que as medidas restritivas, incluindo o isolamento social começaram a ficar mais rígidas em grande parte dos estados brasileiros. E, consequentemente, os hábitos de consumo da população sofreram uma brusca mudança. 

 

De acordo com uma pesquisa realizada pela Social Miner, uma das principais agências de marketing digital de São Paulo, o comportamento inicial do comprador brasileiro foi a cautela, o que representou uma queda drástica nas vendas. Porém, a mesma pesquisa apontou que a partir do dia 23 de março, o consumidor começou a administrar melhor a crise e passou a comprar pela internet. O pico de vendas aconteceu no dia 26 e, por enquanto, as compras online se mantém estáveis.

 

E essas não foram as únicas mudanças estabelecidas pela população nos últimos dias. Uma reportagem publicada no dia 14 de abril, no Metro Jornal, traz alguns dados interessantes sobre os novos hábitos de consumo. De acordo com a matéria, 75% das pessoas têm optado por fazer compras em mercados menores e mais próximos de casa, para evitar aglomerações. 77% dos consumidores também estão mais atentos aos preços e promoções e 68% estão optando por transações digitais ao invés de dinheiro na hora de pagar.

 

E qual é a prioridade dos brasileiros? Remédios, produtos de higiene pessoal e alimentos são alguns dos itens mais procurados. Porém, esse último passou por algumas mudanças. Detergente, leite, pão e outros itens da cesta básica têm gerado mais demanda aos supermercados. A boa notícia é que, de acordo com o Fecomercio-SP, as redes de supermercados não demonstram sinais de desabastecimento. 

 

No entanto, outros setores já começaram a sentir a diminuição nas vendas, principalmente os de bem duráveis e semiduráveis. Negócios de eletroeletrônicos, roupas e móveis serão os mais impactados. A indústria têxtil já reduziu a capacidade de produção em aproximadamente 70%. No setor automotivo, cerca de 64 fábricas interromperam as operações. E a indústria de eletrodomésticos está operando com apenas 14% das suas fábricas.

 

É hora de se reinventar!

Os números acima são preocupantes, é verdade. Mas não há motivo para desespero! A palavra do momento é reinvenção. Com algumas dicas simples, é possível superar essa crise. Quer ver?

 

1. Se aproxime do seu cliente

Quando falamos em aproximação, não estamos falando de encher o celular do seu cliente com ofertas imperdíveis. Aliás, esqueça o marketing agressivo por enquanto, pois ele não vai funcionar. Neste momento, está todo mundo perdido e os consumidores estarão mais engajados com marcas que acolhem e ajudam a resolver problemas ocasionados pela mudança na rotina.

 

2. Invista em publicidade digital 

Como grande parte das pessoas está passando mais tempo em casa, é comum que o consumo de mídias sociais como Facebook, Instagram e WhatsApp seja maior e necessário, já que as pessoas precisam se comunicar e se entreter. Por isso, investir nesses meios é uma boa sacada no momento. Afinal, conteúdo de qualidade e respostas rápidas fazem toda diferença.

 

3. Organize a rotina com os funcionários

Muita coisa vai precisar mudar nesse período. Alguns funcionários deverão trabalhar em regime de home office. Alguns locais terão horário e dias de atendimento reduzidos. Mas a qualidade do seu atendimento deve continuar a  mesma. Por isso, converse com seus funcionários para estabelecer as melhores estratégias para esse período.

 

4. Tome as medidas preventivas

É como a gente já falou aqui: nesse momento, os consumidores vão escolher marcas acolhedoras e que demonstrem preocupação. Por isso, procure respeitar as medidas recomendadas pelo Ministério da Saúde e, principalmente, demonstre essa preocupação na sua comunicação com o cliente. 

 

5. Aposte na entrega

Como a recomendação do Ministério da Saúde é que as pessoas fiquem em casa, é normal que os consumidores optem por empresas que realizem entregas. Essa pode ser uma ótima saída para você continuar vendendo em meio a crise. Outra opção é o e-commerce, afinal as vendas na internet cresceram nesse período. Não precisa de um alto investimento nesse momento, mas esse pode ser o “empurrão” que você precisava para dar atenção a este tema.

 

6. Ouça seu cliente

E agora vem a dica de ouro: mantenha a comunicação com o cliente constantemente. Cada negócio é um negócio e, consequentemente, cada cliente é um cliente. As necessidades podem ser diferentes em cada segmento, então, manter a comunicação pode te ajudar a extrair novas soluções para seu negócio continuar prosperando.

 

Já anotou as dicas? Então agora vem uma adicional: você não precisa passar por essa crise sozinho. Aqui, na Olé Propaganda, temos uma equipe preparada e infraestrutura completa para atender suas necessidades e manter seu negócio crescendo, mesmo durante a pandemia. Acesse nosso site www.olepropaganda.com.br, preencha o cadastro e aguarde o contato da nossa equipe.